segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A cura da alergia alimentar

Neste Natal, Papai Noel não precisava me dar nada de presente! Isso porque tudo o que eu mais desejava veio um pouco antes do Natal: a cura da alergia à proteína do leite da Malu.

Deixa eu contar como foi... Depois da consulta com o alergista, do Prick-Test negativo para leite e do TPO sem reações, a Malu foi liberada para beber leite, consumir alimentos feitos com leite e derivados.

Eu planejei uma reintrodução gradativa, oferecendo primeiro alimentos assados feitos com leite (bolos e biscoitos), depois derivados e, por último, leite in natura. Testando cada tipo de alimento por bastante tempo.

Mas, na prática, não aconteceu bem assim, os alimentos foram testados conforme apareciam as oportunidades... Percebi também que era necessário liberar o consumo de bolos e biscoitos feitos com leite na escola, porque como ela faz as refeições por lá, eu não conseguia oferecer em casa.

Uma dúvida que surgiu quando comecei a reintrodução, era se devia contar para a Malu o que estava acontecendo, porque nós sempre conversamos muito com ela. Mas, depois de eu trocar ideias com outras mães de alérgicos, eu e o papai conversamos e decidimos fazer um teste "às cegas", ou seja, não falar nada para ela.  Achamos melhor assim para evitar que ela ficasse confusa ou que rejeitasse os alimentos e ainda temendo uma possível reação que nos fizesse voltar a dieta de restrição. 

Nos primeiros dias, ela ainda fazia a clássica pergunta: "tem leite, mamãe"? E nós dizíamos que não tinha leite. Mas, aos poucos, parece que ela percebeu que alguma coisa tinha mudado... Talvez por não estarmos mais tão atentos ao que ela comia e nem enchendo a cabeça dela com as recomendações sobre não comer nada que não fosse dela. Logo começou a demonstrar mais curiosidade com os alimentos, principalmente, nos supermercados e padarias, o que antes não acontecia, e deixou de perguntar sobre o leite. 

Além dos biscoitos e bolos, outros testes foram acontecendo... Um bombom oferecido como sobremesa num churrasco, um salgadinho com queijo num batizado, um danoninho na casa da madrinha... até que chegarmos ao pão de queijo da padaria, o brigadeiro do café do shopping, o sorvete, a pizza com queijo! E, graças a Deus, nenhuma reação! A não ser a alegria estampada no rostinho dela cada vez que experimentava algo diferente ou que comia o mesmo que todos os demais. 

Mas nem tudo foi tranquilo... Com um pouco mais 30 dias de testes, um aumento da secreção nasal e crises de tosse, me fizeram pensar em uma reação alérgica. Mas iniciamos um tratamento para rinite alérgica e os sintomas foram embora, graças a Deus!

Eu precisei também enfrentar o medo e a resistência que eu criei ao leite de vaca (depois de tudo o que eu li, tenho certeza que leite de vaca é para bezerro e foi um grande erro o homem começar a consumí-lo). No início, eu me sentia como se estivesse dando veneno para a Malu! Mas como não podia exigir que ela continuasse em restrição, optei por continuar evitando o leite nas receitas em casa, até por conta da minha intolerância à lactose, mas liberar o consumo de alguns derivados e fora de casa, em ocasiões especiais.

Na verdade, como ela já está com mais de 3 anos e meio, com hábitos alimentares e paladar praticamente formados, ela nem gosta de alguns alimentos, principalmente doces. Também não gostou de queijo e não toma leite nem com achocolatado. Mas em compensação, se apaixonou por pão de queijo!

Ah, se você me perguntar porque eu demorei tanto para contar essa novidade, eu te digo: eu estava morrendo de vontade de publicar aqui no blog, mas achei melhor esperar um pouco e ver se tudo dava certo mesmo... Mas agora, com quase 3 meses de testes (considerando que a Malu era alérgica mediada), não acredito que possam haver novas reações.

Enfim, a cura chegou! Confesso que eu tentava não pensar muito em quando esse dia iria chegar, mas claro, nunca deixei de desejá-lo.

Eu gostaria que toda mãe que tem um filho alérgico pudesse experimentar essa sensação de leveza que vem com a cura.

Imagem da internet
É essa a sensação que eu tenho: de uma vida mais leve! Com menos preocupação, menos trabalho e algumas pequenas alegrias, antes esquecidas, como tomar um café no shopping ou comprar um pão de queijo na padaria. 

Nesse momento, eu tenho vontade de escrever tanta coisa, mas não posso deixar de agradecer:
  • Em primeiro lugar, a Deus, por ter me dado forças para superar as dificuldades, e saúde para a minha filha, apesar da alergia. 
  • Pela parceria do meu marido, que mesmo achando que eu era um pouco exagerada, sempre respeitou as minhas opiniões com relação à alergia e me ajudou nos cuidados. 
  • Pela compreensão dos meus familiares e amigos, que pacientemente ouviram as minhas explicações sobre alergia (lembrem-se sempre que não existe alergia à lactose, viu?) e foram cobaias das minhas receitas. 
  • Por ter me tornado uma mãe melhor, mais dedicada, mais esforçada e ciente da força que uma mãe tem quando precisa defender a sua cria. 
  • Por tudo o que eu aprendi sobre alergia alimentar e a culinária sem leite.
  • Pelas amizades que fiz nos grupos virtuais de mães, fontes de apoio, colo e informação.
Preciso dizer também, que mesmo com a cura, eu vou continuar sendo uma mãe APLV e desejando um mundo melhor para famílias que enfrentam a alergia alimentar:
  • Com mais pesquisas sobre as alergias alimentares e seus possíveis tratamentos. 
  • Com mais profissionais de saúde mais qualificados para diagnosticar e tratar a alergia.
  • Com mais informações chegando à população, para que as pessoas conheçam, respeitem e auxiliem na inclusão dos alérgicos. 
  • Com informações claras e verdadeiras nos rótulos dos alimentos (Conheça o movimento Põe no Rótulo https://www.facebook.com/poenorotulo?fref=ts ).
Por fim, para as mães e pais que estão nessa caminhada, o que tenho a dizer é que tentem tirar o foco da alergia e levar a vida o mais leve possível. Que não pensem muito em quando a cura vai chegar, mas que mantenham a fé, pois um dia ela chega!

Aqui alguns registros desta nova fase:


O primeiro pão de queijo
  
Sorvete com as amiguinhas
O primeiro sorvete de casquinha de lanchonete
Brigadeiro do café do shopping

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Receita: Sorvetes caseiros

Você sabia que o sorvete é um dos 10 piores alimentos para o ser humano ? Não sabia? Leia aqui.

Pois é, nos sorvetes industrializados, além da gordura vegetal e do açúcar em excesso, são adicionados corantes, saborizantes, conservantes e outros "antes" nada saudáveis. 

Além disso, a maioria absoluta dos sorvetes do mercado possuí leite, para a tristeza de alérgicos e intolerantes.

E, eu que amo sorvete, me tornei obcecada por receitas dessa sobremesa que não contenham leite e sejam mais saudáveis. Testei duas receitas que ficaram ótimas e foram super aprovadas pela Malu.

A primeira um sorvete de banana e morangos, super natureba e deliciosa!

Ingredientes:
3 bananas picadas e congeladas
1 bandeja de morangos lavados e sem as folhas (podem ser congelados ou não, eu usei congelados)
100 ml de leite de coco ou outro leite vegetal
açúcar demerada a gosto (coloque umas 3 colheres, bata, prove e se achar necessário coloque mais)

O modo de preparo é muito simples:
Coloque todos os ingredientes no processador (ou liquidificador), bata por alguns minutos e leve ao freezer. 
Se desejar um sorvete mais cremoso, tire do congelador após 3 horas e bata com a batedeira por mais 5 minutos. 

Frutas no processador
O sorvete pronto
A segunda receita é um sorvete de chocolate.

300 ml de leite de coco
100 ml de água
3 colheres de chocolate em pó
açúcar demerara a gosto
2 colheres de chá de emulsificante (opcional)

Modo de preparo:
Bata no liquidificador todos os ingredientes, exceto o emulsificante. Leve ao congelador por 4h a 6 h.
Depois que ele estiver gelado, quebre em pequenos cubos e bata na batedeira com o emulsificante por cerca de 8 minutos ou até ficar com uma consistência de sorvete de massa.  Volte ao congelador.
Retire alguns minutos antes de servir.

Coloquei granulado para fazer uma graça
Se você tiver uma sorveteira caseira, pode usar também. Eu, comprei uma, mas não me acertei com muito ela até hoje.


* Use sempre produtos da sua confiança e que você tenha informações sobre os alergênicos. Em caso de dúvidas, consulte o SAC.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Alergia à ácaros

Como eu contei nesse post aqui, no último Prick-test que a Malu fez, descobrimos que ela tem alergia moderada à ácaros, lembram?

Perto da APLV, essa alergia nem me assusta tanto, eu mesma convivo bem com ela desde que me conheço por gente, mas são necessários alguns cuidados para evitar as crises, já que os sintomas são bem desagradáveis. 

Eu costumo ter espirros, coriza ou congestão nasal. Já a Malu, apresenta aumento da secreção nasal (que não saí, fica dentro do nariz) e tosse. 

Para entender um pouco melhor: Qual a relação dos ácaros com a alergia? 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 30% da população mundial sofre com algum tipo de alergia. A rinite, a sinusite e a asma são as alergias que lideram o ranking das alergias respiratórias. Na maioria dos casos, em torno de 80%, estas reações são causadas pelos ácaros, pequenos aracnídeos que habitam um lugar que poucos imaginam: nossa casa, mais especificamente nossa cama.

Os ácaros são bichinhos microscópicos, que são vistos apenas com a ajuda de aparelhos. Estes parasitas se alimentam do resto da pele humana, e por este motivo nossos colchões e travesseiros representam um banquete para eles. Uma pessoa “produz” e “descama” cerca de 1,2 gramas de pele por dia e este número é suficiente para alimentar cerca de 100.000 ácaros.

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, pense em seu travesseiro: o alergista Clóvis Galvão alerta que, em apenas dois anos de uso, um terço do peso do seu travesseiro é formado por ácaros.

No entanto, não é apenas em nossas camas que eles podem viver e se reproduzir. Todo ambiente quente, úmido e escuro pode servir de habitat para os ácaros, bem como os bichinhos de pelúcia, os tapetes e carpetes e também as cortinas.
 
Informações extraídas daqui.

No dia 06 de maio de 2013, o Programa Bem Estar apresentou uma excelente matéria dedicada às alergias respiratórias e seu maior causador: os ácaros. Não deixe de assistir.
 
O alergista da Malu passou algumas orientações para evitar a alergia à poeira da casa, constituída por ácaros, fungos, restos de insetos e epitélios de animais.
  1. O piso da casa, e do quarto em especial, deve ser de um material fácil de limpar e devem ser limpos diariamente com um pano úmido (não levanta o pó).
  2. Os tapetes e, principalmente, os carpetes devem ser evitados.
  3. Evitar excesso de enfeites ou objetos como almofadas, plantas, bonecas, livros, móbiles, que dificultem a limpeza. Guarde livros e brinquedos em armários fechados. Dê preferência aos brinquedos fáceis de limpar e evite os de pelúcia. 
  4. Limpe frequentemente com pano úmido todas as superfícies do quarto que possam acumular pó, como mesas, estantes, prateleiras, molduras de quadros e, principalmente, em cima de guarda-roupa e armários. 
  5. As cortinas e/ou persianas devem ser lavadas a cada 2 ou 3 semanas.
  6. Cobertores e roupas que ficam guardadas longo tempo devem ser lavadas (idealmente com água quente) previamente ao uso.
  7. O colchão e o travesseiro devem ter uma capa impermeável totalmente vedada que possa ser limpa semanalmente.
  8. Deixe o quarto bem ventilado e ensolarado. Se houver mofo nas paredes, limpe o local com solução de hipoclorito de sódio (1 litro de água + 3 colheres de sopa de água sanitária).
  9. Se houver muitos insetos, principalmente baratas, faça uma desinsetização periódica  (evitando o ambiente por alguns dias).
  10. É importante evitar os poluentes, principalmente fumo e inseticidas de tomada
  11. Evite animais em casa. Se não for possível, não permita o seu acesso ao quarto da pessoa alérgica.
A maioria desses cuidados com a casa, eu já costumava fazer, em virtude da minha alergia. Limpo a casa somente com aspirador de pó e pano úmido, nunca uso vassoura. Quase não temos tapetes, almofadas e enfeites pela casa. Eu lavo periodicamente todos os brinquedos, principalmente, os bichos de pelúcia, bem como as cortinas e roupas de cama. Nunca uso uma roupa que esteja a muito tempo guardada.

No quarto da Malu, trocamos o inseticida de tomada com veneno por um ultrassônico (disponível na Loja Alergoshop) e colocamos capa impermeável no colchão e travesseiro.

Então, é isso... Deixamos de nos preocupar com a alergia alimentar e passamos a cuidar da respiratória.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Receita: Nuggets caseiros

Antes da Malu nascer, eu sempre tinha uma caixa de nuggets (empanado de carne de frango) no congelador para aqueles dias mais corridos... Tão prático, tão gostoso... e eu achava que bastava assar no forno para torná-lo uma opção mais saudável.
Mas a maternidade fez de mim uma pessoa mais informada, mais crítica e mais preocupada com a qualidade da nossa alimentação. Assim, boa parte dos industrializados foram abolidos da dispensa. Além disso, tinha a APLV da Malu que restringia a maioria destes alimentos.
Pesquisando um pouco, cheguei a conclusão que os tais  "empanados de frango" deveriam estar numa lista de alimentos proibidos para crianças (junto com a salsinha, os sucos de caixinha, etc.)
Está me achando exagerada? Chata? Xiita? Então, leia aqui.
Mas existe uma opção muito mais saudável e muito gostosa! Nuggets caseiros!
Essa receita é da nutricionista Gabriela Kapim do programa Meu filho come mal.
Ingredientes:
500g de frango moído (usei filé de peito moído no processador)
4 pães de forma integral esfarelado (usei 2 e achei suficiente)
1 fatia pequena de cebola (usei 1/4 de cebola média)
3 dentes de alho (usei 1 colher de café de alho amassado)
 Sal e temperos a gosto
1 farinha de milho para empanar
2 ovos
Modo de preparo:
Acrescentar a cebola e o alho já picados ao frango e misturar. Ajustar os temperos na mistura e deixá-la bem homogênea (eu coloquei todos os ingredientes no processador de alimentos, exceto o ovo e a farinha de milho).
Moldar bolinhos e ajustar as laterais de forma a fazer os nuggets. Empanar os nuggets passando nos ovos batidos primeiro e depois na farinha de milho. Assar por 30 minutos a 200ºC.

Notas: pré-aquecer o forno por 10 minutos a 200ºC; o nugget cru pode ser congelado (15 dias) de forma interfolhada com papel filme; a farinha de milho pode ser substituída por farinha de linhaça ou aveia.

Rendeu 24 unidades, assei metade e congelei o restante. Fica um pouco sequinho, eu sugiro colocar um fio de azeite de oliva por cima antes de assar. Podem ser fritos também, mas assados são mais saudáveis!

Atualizando: A Thais do Blog "As delícias do Dudu" fez um vídeo muito legal com uma receita de nuggets caseiros. A diferença da receita dela é que o ovo é colocado na mistura com o peito de frango ao invés de ser usado para empanar. Talvez assim fique menos sequinho. Vou experimentar fazer assim da próxima vez.



* Use sempre produtos da sua confiança e que você tenha informações sobre os alergênicos. Em caso de dúvidas, consulte o SAC.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Receita: Cupcake de chocolate delicioso!

Esse cupcake eu fiz para a Malu levar na festinha de Halloween da escola. 

Ele não leva leite, nem glúten e, acredite, fica delicioso e muito macio! O papai falou que foi o melhor que já fiz! :)

Os ingredientes são:

100 gr de coco ralado desidratado
4 ovos
2/3 xícara de açúcar (usei demerara)
4 colheres de sopa de margarina sem leite
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1/2 colher de sopa de baunilha
1/2 colher de sopa fermento

Bater tudo no liquidificador por uns 5 minutos, exceto o fermento. Adicionar o fermento e pulsar algumas vezes só para misturar. Colocar em forminhas de cupcake e assar em forno médio pré-aquecido ou na máquina de cupcake. 
Eu fiz na máquina de cupcake e rendeu quase 30 mini-cupcakes.

Para a cobertura, fiz um ganache de chocolate: Derreti chocolate meio amargo sem leite e misturei cerca de 70 ml de leite de coco. Deveria ter colocado na geladeira para endurecer um pouco antes de confeitar, mas não tive tempo, por isso a cobertura ficou um pouco molinha. Se puder, leve o ganache já dentro do saco de confeitar para a geladeira por algumas horas e depois confeite os cupcakes.

Aproveitando, não vou fazer um post especial sobre o Halloween esse ano, mas não posso perder a oportunidade de mostrar a minha bruxinha mais linda!


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Receita: Bolo integral de banana com aveia e cacau

Que tal uma receita mais saudável para variar? Esse bolo de banana é incrível, fica muito macio e é super nutritivo.
 
Fica delicioso sem o cacau também, mas eu coloco para dar aquela cara de "bolo de chocolate", senão a Dona Malu não come.
Ingredientes:
3 ovos
1 xícara de açúcar (usei demerara)
3 bananas brancas ou 2 caturras
1/2 xícara de óleo (usei canola)
1/2 xícara de farinha de aveia ou aveia em flocos
1 e 1/2 colher de cacau em pó
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de fermento em pó
 
Modo de preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador, exceto as farinhas de trigo, se ficar muito grosso pode acrescentar 1/2 xícara de água morna.
Misturar o creme com as farinhas até formar uma massa homogênea e, por último acrescentar o fermento.
Assar em forma untada com óleo em forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 30 min. ou até que espetando um palito esse saia limpo.
Depois de frio, pode polvilhar cacau em pó ou fazer uma cobertura com cacau, açúcar, margarina e água. Eu fiz só um pouquinho de cobertura.



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Receita: Mais brigadeiro... agora de leite condensado de amêndoas

Receita de Brigadeiro de novo??? kkkkk
Pois é... eu estava ansiosa para testar uma receita de brigadeiro com o leite de amêndoas!

Como não encontrei nenhuma receita, fiz o mesmo processo do brigadeiro de leite condensado de coco...


Primeiro, o leite de amêndoas:
1 xícara de amêndoas cruas
4 xícaras de água filtrada

Deixe as amêndoas cruas na água de uma noite para a outra. Jogue a água fora e bata no liquidificador as amêndoas com a água filtrada. Coe num pano fino (reserve as sobras, pois podem ser usadas em outras receitas).

Em seguida faça o leite condensado:
500 ml de leite de amêndoas
1/2 xícara de açúcar demerara (se gostar mais doce, coloque mais açúcar)

Coloque o leite de amêndoas numa panela e aqueça até quase ferver. Tire do fogo, o açúcar, mexa para dissolver bem e volte ao fogo baixo. Não precisa mexer o tempo todo, mas mexa de vez em quando e no final mexa mais. Em cerca de 30 min ele vai reduzir pela metade e engrossar. Apague o fogo e deixe esfriar um pouco.

Para o brigadeiro:
2 colheres de chocolate em pó
1 colher de margarina sem leite ou óleo de coco

 Junte o chocolate em pó e a margarina ao leite condensado de amêndoas, mexa bem fora do fogo até ficar homegêneo. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até desprender do fundo da panela.

Não rende muito, eu aconselho a fazer a receita duplicada. Achei ele um pouco mais difícil de enrolar do que o brigadeiro de coco, mas o sabor fica incrível! Sem dúvida é o mais gostoso que já fiz! 

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Receita - Brigadeiro de leite de coco (versão sem ovo e sem amido de milho)

Não sei se vocês sabem, mas eu e a Malu amamos brigadeiro de leite condensado de coco!!! Ele é o nosso queridinho, nunca falta nos "kits festa" da Malu e eu não pretendo deixar de fazê-lo mesmo que a Malu possa comer doces com leite de vaca (até por conta da minha intolerância à lactose).

A receita que eu costumo fazer leva gema de ovo e amido de milho (está nas receitas de festas aqui), mas quando assisti ao vídeo da Monalisa do Blog Diário de Receitas sem Lactose fazendo um brigadeiro com leite condensado de coco e chocolate em barra, fiquei morrendo de vontade de fazer!
 
A Monalisa explica direitinho como fazer o brigadeiro com leite de coco caseiro e com o industrializado. Não deixe de assistir!
 
Eu fiz a receita com leite de coco industrializado e, realmente, é possível notar o tanto de gordura que ele contém. Preciso testar a receita de leite de coco caseiro urgente!
 
Para o leite condensado de coco você vai precisar de:
500 ml de leite de coco caseiro ou industrializado
1/2 xícara de açúcar (eu usei demerara)
 
1. Leve o leite de coco ao fogo até começar a ferver.
2. Tire do fogo, acrescente o açúcar e mexa até dissolver.
3. Volte para o fogo baixo mexendo sempre até reduzir pela metade (aproximadamente 30 minutos).
 
Não precisa deixar esfriar, assim que o leite condensado estiver pronto, tire do fogo e acrescente 50 gr de chocolate meio amargo picado. Mexa até derreter o chocolate.
 
 
Vote ao fogo por cerca de 3 minutos (vai desprender do fundo da panela).
 
 
Passe para um refratário de vidro e deixe na geladeira por algumas horas.
 
 
Enrole, passe no granulado e coloque em forminhas (Ops... esqueci de fotografar os docinhos prontos!)
 
 
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Teste de provocação oral

Como eu falei neste post aqui, desde o mês de julho eu venho adiando a realização do teste de provocação oral - TPO da Malu. Mas depois do prick-test com resultado negativo para leite e positivo para ácaro (o que pode explicar a secreção no nariz quase constante), como eu contei no post anterior, eu não tinha mais como adiar.
 
Para quem não lembra, o TPO ou enfrentamento é um teste que consiste em ofertar o alimento alergênico em doses crescentes e intervalos regulares, sob supervisão médica, com concomitante monitoramento de possíveis reações clínicas. Em outras palavras, é dar leite para a Malu para ver se ela tem alguma reação!
 
Resolvemos fazer o TPO com o alergista, pois ele estaria de plantão no Pronto Atendimento Infantil da UNIMED no sábado seguinte aos testes realizados. É muito importante que esse tipo de teste seja realizado com supervisão médica e em local que possua estrutura para o socorro da criança em caso de uma reação mais grave, principalmente, para alérgicos mediados, ou seja, aqueles que costumam apresentar reações imediatas a ingestão ou contato com o alergênico e tendem a reações mais graves como fechamento de glote, choque anafilático, etc.
 
Fizemos o teste no dia 11/10/2014, no período da tarde.
 
O médico iniciou passando leite puro com um algodão nos lábios da Malu. Vinte minutos depois,  ela tomou cerca de 2,5 ml de leite diluído em água nas proporções de 1:1000, 1:100 e 1:10, sempre 2 dosagens de cada diluição, com intervalos de 10 minutos entre as dosagens da mesma proporção e 20 minutos entre uma diluição e outra. Por fim, ela tomou 2 doses de 2,5 ml de leite puro.  
 
Ao final do teste, não apresentando nenhuma reação, ela tomou uma bebida láctea (tipo iogurte de beber), pois como já era esperado, não aceitou tomar o leite puro.
 
Eu optei por utilizar no teste o leite Ninho sem lactose para evitar que ela pudesse ter alguma dificuldade de digestão do leite de vaca que pudesse ser confundida com reação alérgica.
 
Fomos para casa com a orientação de liberar o leite de vaca e derivados na alimentação da Malu.
 
Como o médico não deu nenhuma orientação sobre a forma de fazer a reintrodução do leite, optei em começar de forma gradual, testando primeiro o leite em assados (biscoitos e bolos), depois derivados e, por último, o leite in natura (na verdade, não acredito que vamos chegar nesse estágio porque ela não gosta de nenhum tipo de leite). É desta forma que tenho visto a maioria dos médicos orientar a reintrodução do leite.
 
Ainda estamos no estágio do leite em assados, ela já comeu alguns biscoitinhos com leite, bolo simples e pão de queijo e, graças a Deus, está tudo tranquilo.

Eu sei que ainda é cedo para comemorar, pois é necessário um período maior de testes, mas o fato dela não ter tido nenhuma reação até agora, me enche de esperanças de que a cura finalmente chegou! 
 
Durante o teste, brincando com o tablet
 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Consulta com o alergista e Prick-test

Finalmente, tivemos a tão aguardada consulta com o alergista!

Ele analisou os exames que a Malu fez em maio e conversamos a respeito da secreção no nariz que a acompanhou durante todo o inverno e que me fez adiar o enfrentamento proposto pela gastro. 

No final da consulta ele queria fazer o prick-test ou teste de leitura imediata, mas a mamãe burra aqui cometeu o erro de dar antialérgico para a Malu um dia antes por causa de uma picada de mosquito, o que poderia alterar o resultado do teste. Então, marcamos para alguns dias depois. 

Para quem não sabe, "Prick-test" é um teste realizado para avaliar se o paciente apresenta reação alérgica a algum dos componentes que foram expostos através da pele seguida de pequena perfuração". Você encontra mais informações sobre esse tipo de teste aqui.

Foram testados os seguintes alimentos: soja, leite de vaca, clara de ovo, carne de porco, trigo, amendoim, peixe, camarão e também pelo de cão e gato, fungos, pólens, barata e ácaros.  

O teste é rápido e indolor, explicamos para a Malu como ele seria feito e ela colaborou bastante, reclamou apenas das perfurações da pele próximas ao pulso, talvez por ser uma área mais sensível e tentou coçar algumas vezes. Mas consegui distraí-la com alguns vídeos no celular pelo tempo necessário.

 
Distraída com o celular da mamãe

Logo nos primeiros minutos pude notar uma pequena pápula na região próxima ao pulso, fiquei imaginando que seria reação ao leite de vaca...  
 
Pápula de reação


Mas para a minha surpresa não era o leite de vaca que estava sendo testado naquele local, mas ácaro! Ela não teve nenhuma reação aos alimentos testados, teve apenas uma forte reação à ácaro (Dermato-phadoidesp).

Resultado do exame

Enfim, saí da clínica muito feliz com o resultado, apesar da alergia ao ácaro, pois essa sei bem como controlar, já que eu mesma sou alérgica à ácaros. Em breve pretendo falar um pouco sobre esse tipo de alergia e as orientações que recebi do alergista.

Enfim, a Malu estava pronta para o teste de provocação oral e com grandes chances de sucesso! Sobre o TPO eu falo no próximo post.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Meu bebê cresceu!

Parece que foi ontem que eu descobri que estava grávida, escolhi cada peça do enxoval, a banheira, o berço, carrinho... Sabe quando você entra numa casa e logo percebe que ali vive um bebê? Pois é, a minha casa era assim.

Mas as mudanças foram acontecendo conforme a Malu crescia.

Primeiro, foi desmame...
Depois, ela deixou a chupeta...
Em seguida, veio o desfralde...
E depois a banheira, o carrinho e o cadeirão perderam a sua utilidade.

Agora, foi a hora de dar adeus ao bercinho... Desde o dia 04/10, a Malu dorme na sua caminha.

A cada uma dessas etapas vencidas, experimento uma mistura de sentimentos de saudade e de orgulho... É, o meu bebê cresceu!

Essa é a nova caminha da Malu. 

 



E aqui algumas fotos para matar a saudade...
 



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Noite do Pijama

A escola da Malu teve uma programação especial em comemoração ao Dia das Crianças de 1º a dia 10 de outubro, cada dia com uma atividade diferente. A abertura foi com a  Festa à Fantasia e depois teve contação de histórias, gincana, brinquedos infláveis, pintura facial, Noite do Pijama, entre outras atividades.
 
Pronta para a Festa à Fantasia

O que mais me agradou na programaçao é que as atividades eram simples, mas muito divertidas para os pequenos e, sem foco na comida, como vi acontecer em muitas escolas. Infelizmente, soube de inúmeros casos de exclusão de crianças alérgicas em função do cardápio, chegando ao absurdo de algumas escolas sugerirem aos pais que não mandassem a criança com restrição alimentar para a escola! Teve lanche coletivo todos os dias, mas não tivemos nenhum problema, eu mandei as frutas que a Malu mais gosta e sanduíche ou biscoito ou bolo.
 
Em todas as atividades a Malu se divertiu muito, mas sem dúvida, a Noite do Pijama foi a que mais nos marcou. Ela estava toda animada, só falava nisso a dias, e eu, confesso, fiquei com o coração apertadooooo.
 
Foi a primeira vez que ela dormiu fora de casa sem a nossa companhia. Mas tentamos passar bastante segurança para que ela pudesse viver essa experiência. Chegando na escola, percebemos que ela ficou um pouco assustada, mas foi recebida de forma muito carinhosa pela Professora Amanda e entrou toda animada.
 
A caminho da escola de pijama e com a sua lanterna
 
Papai e mamãe trataram de aproveitar a folga, coisa muito rara, dando uma saidinha.
 
Ela passou a noite na escola, tomou o café da manhã e às 9 horas o papai foi buscá-la. Soubemos que dormiu um pouco mais tarde do que o normal e pediu para dormir ao lado da Professora, mas se comportou muito bem. É ou não é uma mocinha?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Receita: Mini-omeletes de forno

Uma amiga postou essa foto num grupo de culinária infantil que participo. Na hora já fiquei com vontade de fazer e chegando em casa, coloquei a mão na massa com a ajuda da Malu.
 
Foto da internet
 
Fiz meio no improviso, aproveitando os legumes que tinha em casa e também um peito de frango que já estava cozido e desfiado.
 
Recheio de legumes:
Piquei cenoura, abobrinha e vagem e reservei. Refoguei um pouquinho de cebola e alho no azeite de oliva, acrescentei os legumes, 1/2 xícara de água e deixei cozinhar ao dente. Juntei milho verde e salsinha.
 
Recheio de frango:
Refoguei um pouquinho de cebola e alho no azeite de oliva, juntei 1/2 de peito de frango sem osso e sem pele. Deixei dourar, juntei tomate picado, 1 folhinha de louro, acrescentei água e cozinhei na pressão por uns 10 minutos. Deixei esfriar e desfiei. Juntei milho e salsinha.
 
Untei uma forma como a da foto com óleo, coloquei o recheio e por cima 3 ovos batidos com uma pitadinha de sal.
Não foi suficiente para cobrir tudo e acabei batendo mais 2 ovos. Ao todo foram 5 ovos para 12 omeletes.
Levei ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos. As omeletes crescem e depois murcham um pouquinho.
 
Ficou uma delícia! Mas a Malu só provou, ela não curte ovo mesmo, em compensação adorou me ajudar!
 

Você pode usar o recheio que desejar legumes diversos (brócolis, cenoura ralada, tomate, etc.), linguiça picadinha, presunto. Se não tiver restrição pode usar queijo ralado ou em pedaços. Use a criatividade!

Filha alérgica, mãe intolerante

Isso mesmo! Não bastava ser mãe de uma criança alérgica à proteína do leite, acabei de descobrir que desenvolvi intolerância à lactose!

Esta descoberta só vem a reforçar a minha ideia de que o leite de vaca não deveria ser ingerido pelo homem, mas isso é assunto para outro post...

Como o foco aqui sempre foi a APLV, vou dar uma pequena pincelada sobre a intolerância à lactose.

Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.

Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. Por favor, não existe alergia à lactose!

Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.

Tipos

1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);

2) Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);

3) Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

Sintomas

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Diagnóstico

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de tolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algum tempo, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

Tratamento

A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta.

A pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada.
 
Em alguns casos, pode ser feito uso de um suplemento alguns minutos antes da ingestão de alimentos com lactose.
 
 
O meu caso
 
Como mãe de uma criança APLV, eu já não consumia muito leite e derivados. Leite mesmo não entra em casa, mas como a Malu não reage a traços, nunca cortamos derivados do café da manhã (queijo e requeijão). Eu cozinho tudo sem leite e derivados, com uma única exceção... pizza.
 
Há uns 30 dias comecei a sentir alguns sintomas que nunca tive (distensão abdominal, cólicas leves, excesso de gases) comentei com a minha nutricionista e ela pediu um teste de tolerância à lactose. Fiz o exame achando que não seria IL, porque os sintomas não eram tão fortes assim (sempre li que a pessoa tinha diarreia e eu não tenho), mas para a minha surpresa, o resultado foi uma intolerância grave!
 
Desde o diagnóstico da IL, cortei o leite e derivados da minha alimentação e percebi uma grande melhora. Mas também notei que um pequeno deslize já traz os sintomas de volta. Ontem, por exemplo, temperei a salada com um molho tipo italino, só depois li que continha queijo parmesão! Isso foi suficiente para sentir o abdomên inchado e gases.
 
A nutricionista me encaminhou a minha nova dieta e algumas orientações. Recomendou também que eu compre um suplemento de lactase para tomar quando for consumir alimentos com lactose, mas somente em ocasiões especiais.
 
Bom, essa é mais uma fase de aprendizado na minha vida, tenho certeza que a minha experiência com APLV vai ajudar muito e a boa notícia é que vou continuar nesse mundo sem leite mesmo que a Malu fique curada da APLV! As receitinhas sem leite vão continuar! ;)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Receita: Leite condensado de amêndoas

Demorei para experimentar, mas agora estou cada dia mais apaixonada pelos leites vegetais e com vontade de fazer todos os tipos possíveis.

Eles são muito fáceis de fazer, nutritivos, mais baratos que os industrializados e com mil e uma possibilidades de utilização.

O leite de amêndoas é considerado por muitas pessoas como um dos leites vegetais mais gostosos e eu concordo, adorei!

A receita é muito simples:
1 xícara de amêndoas in natura
4 xícaras de água filtrada/fervida

Deixe as amêndoas de molho em um recipiente coberto com água filtrada/fervida de um dia para o outro (ou pelo menos 8 horas). A quantidade de água é a suficiente para cobrir as amêndoas.
Escorra a água, lave as amêndoas em água corrente e coloque-as no liquidificador. Adicione as 4 xícaras de água filtrada/fervida e bata bem. 
Coe o leite com um pano fino. Eu uso um coador de café de pano que comprei só para essa finalidade.
Esprema bem o leite e reserve o que sobrou (elas podem ser reaproveitadas em novas receitas, como eu mostro daqui a pouco).
Pronto! Aí está o seu leite de amêndoas que pode ser tomado puro, com chocolate em pó ou usado em receitas.

Mas a minha intenção não era tomar, mas sim fazer leite condensado de amêndoas!!! E não é que deu certo?

A minha receita rendeu cerca de 800 ml de leite de amêndoas, eu usei toda essa quantidade e mais 1 xícara pequena de açúcar demerara.

Coloque o leite de amêndoas numa panela, deixe esquentar até quase ferver (cuidado, ele pode derramar se ferver).
Tire do fogo, junte o açúcar e mexa até dissolver.
Volte ao fogo baixo e fique mexendo até engrossar e ficar com a consistência de leite condensado. Não precisa mexer o tempo toooodo, mas fique por perto e mexa sempre que puder. Leva pelo menos uns 30 minutos para apurar bem.

Como eu estava louca para testar a minha mais nova descoberta, fiz um bolo de chocolate (Nega Maluca) e usei o leite condensado para fazer uma cobertura.

Junte ao leite condensado 3 colheres de sopa de chocolate em pó, 1 colher de sopa de óleo de coco (pode ser margarina sem leite) e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até dar ponto de brigadeiro de copinho.

As fotos ficaram péssimas (como sempre! kkkk), mas acho que dá para vocês terem uma ideia da consistência do leite condensado e do brigadeiro.


Olhem só o bolinho pronto! Joguei uns morangos picados por cima. Ficou delicioso!

 
 
Ah, e o que fazer com as sobras? Eu separei a quantidade certa para fazer essa receita de Cookies aqui, mas não tive tempo ainda. E como sobrou um pouquinho ainda, fiz uma ricota vegana, inspirada nessa receita, fiz meio no olho mesmo, fui colocando suco de limão, azeite e orégano e experimentando. Ficou muito gostosa para comer com um pãozinho ou torradas.
 
 
* Use sempre produtos da sua confiança e que você tenha informações sobre os alergênicos. Em caso de dúvidas, consulte o SAC.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Biomassa de Banana Verde

Você já deve ter ouvido falar em biomassa de banana verde, a queridinha das receitas funcionais e sem leite. Fazia um tempão que eu queria testar, mas não encontrava bananas verdes nas feiras e supermercados de Floripa. Até que, numa viagem de trabalho, consegui comprar uma boa quantidade numa dessas vendas de beira de estrada. Ah, nas lojas de produtos naturais você encontra a biomassa pronta, mas eu acho cara demais.
 
Antes da receita, deixa eu falar um pouco sobre a biomassa...
 
O que é a biomassa

A biomassa é considerada um alimento funcional pois, a banana verde, quando cozida, apresenta um teor excelente de amido resistente, que tem ação semelhante a das fibras, não é digerido e nem absorvido.

No intestino, a biomassa é utilizada por bactérias boas do nosso organismos, chamadas de probióticos, como uma fonte de energia, mantendo assim a integridade da mucosa intestinal, que é responsável pela absorção dos nutrientes e barreira entre o meio externo e meio interno.

A biomassa auxilia no funcionamento intestinal, agindo na prevenção e tratamento de quadros como diarreia, constipação, prevenção de doenças como câncer, obesidade, colesterol e triglicerídeos alterados e diabetes.

É rica em vitaminas como A, B1, B2 e minerais essenciais como fósforo, magnésio, potássio e sódio.
 
Os 8 benefícios da biomassa
  1. Melhora o funcionamento do intestino.
  2. Recupera a microbiota intestinal, melhorando o sistema imunológico.
  3. Por ser rica em fibra é capaz de promover saciedade sendo aliada do tratamento para obesidade.
  4. Reduz a absorção de gordura da dieta.
  5. Reduz a absorção de glicose da dieta.
  6. Na culinária pode substituir o leite condensado, creme de leite, maionese porque, ela funciona como um espessante.
  7. Nas preparações sem glúten, ela melhora a textura deixando as preparações mais macias.
  8. Fonte de vitaminas antioxidantes e minerais que contribuem para a saúde óssea e também contração muscular.
Para quem tem restrição alimentar

Por auxiliar na recuperação da saúde intestinal e impedir a absorção de gordura e açúcar na dieta, a biomassa é indicada para quem tem restrições alimentares como intolerância ao glúten, à lactose, possui diabetes ou alergias alimentares. Recuperando a saúde intestinal, o organismo fica mais protegido e mais fortalecido para a digestão de alimentos permitidos.
 

Para todas as idades

A biomassa pode ser consumida para todos, desde crianças, adultos, gestantes, nutrizes e idosos. Não há contraindicação. É muito benéfica à saúde e deve ser introduzida no dia-a-dia.
Fonte das informações
 
 
E afinal, como se faz a biomassa?
 
Ingredientes:
10 bananas de qualquer tipo bem verdes, como as da foto 1.
Modo de preparo:
Corte as bananas pela ponta sem deixar aparecer a polpa. Lave-as com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão e enxague bem.
Coloque as bananas numa panela de pressão e cubra com água (foto 2).
Leve ao fogo e conte 10 minutos a partir do início da pressão da panela. Desligue e deixe a pressão sair sozinha (foto 3)
Com as bananas ainda quentes, tire a polpa com o auxílio de um pegador e coloque imediatamente num processador ou liquidificador. 
Bata a polpa até ficar homogênea, adicionando água filtrada quente se necessário. Não utilize a água do cozimento das bananas (foto 4)
Se não for utilizar imediatamente, guarde na geladeira por até 5 dias ou congele por até 3 meses.
10 bananas rendem aproximadamente 3 potes de 200 gr, como os da foto 5.
 

 
 
Dicas importantes
  • Se utilizar o liquidificador, tome cuidado para ele não queimar, pois a massa é pesada. A dica é colocar junto com 5 bananas no liquidificador pelo menos 100ml de água.
  • Colocar para congelar em porções suficientes para acrescentar nas preparações. Para descongelar, utilizar um pouco de água para dissolver em panela aquecida em fogo brando.
  • Para facilitar a limpeza da panela após o processo unte-a antes com óleo com auxílio de um papel toalha e também pode passar óleo após fazer a banana para que o resíduo saia com facilidade.
 
A biomassa pode ser utilizada em várias receitas, doces ou salgadas, pois o seu sabor é neutro. A primeira receita que eu fiz com ela foi um estrogonofe de frango e ficou muito bom. Pena que não lembrei de fotografar.
Em breve posto mais receitas. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Minha bailarina

Sabe quando você se sente a mãe mais orgulhosa do mundo? Foi assim que eu me senti quando vi essas fotos tiradas pela professora da Malu!
 
Desde o início do ano ela está frequentando as aulas de balé na escola e sempre demonstrava em casa alguns passinhos. Eu imaginava que a aula era só brincadeira, mas, pelas fotos, vi que a coisa é séria e ela leva o maior jeito!  
 
A roupa de balé não é obrigatória, mas ela vivia me pedindo e eu acabei comprando todo o conjunto e uma bolsinha para ela levar para a escola. Agora ela passa a semana inteira esperando pela quinta-feira, dia do balé, para poder levar a sua roupa de bailarina.
 
Estou só imaginando o dia que ela tiver uma apresentação. Acho que meu coração não vai aguentar!
 
A bailarina mais linda do mundo
 
 
 

Massa de pizza integral

Faz tempo que não apareço por aqui, né? Um pouco por falta de tempo, mas também porque não tenho grandes novidades para contar...

Também não tenho testado muitas receitas novas porque a Malu já tem as preferidas dela e eu acabo fazendo sempre as mesmas coisas. Bolo, principalmente, faço sempre o mesmo. Tenho tantas receitas legais, mas ela só quer saber de bolo de chocolate... igualzinha ao papai!
Mas essa receita de massa de pizza eu não tinha como não testar. É super fácil de fazer, saudável e a Malu adora. Virou a nossa receita oficial de pizza!
A receita original é do Blog Mamãe das Isa´s e eu fiz pequenas alterações na quantidade de açúcar e sal (não me conformo em seguir uma receita a risca! kkkk)

1 e 1/4 xícara de farinha de trigo branca
1 e 1/4 de xícara de farinha de trigo integral
1 ovo
1 colher de sopa rasa de açúcar
1 colher de café de sal
1 colher de sopa rasa de fermento biológico
1/3 de xícara de água morna.
3 colheres de azeite

Misture os ingredientes secos, acrescente o ovo, o óleo, a água morna e vá misturando. Sove até ficar uma massa lisa. É super rápido!
Divida em duas partes e cubra com um plástico ou pano (eu prefiro plástico). Deixe descansar por cerca de 1 hora.
Abra com um rolo e coloque em formas de pizza untadas com óleo, ajeitando com os dedos para forrar toda a forma. Rende duas pizzas de massa bem fina.

Coloque para pré-assar por uns 10 minutos, depois tire do forno, recheie e volte ao forno.

A pizza preferida da Malu é essa com frango desfiado, milho verde e mandiojeko, mas você pode fazer do sabor que quiser.

* Atualização de 19/08/2016: Outras sugestões de recheio são Queijo vegano Super Bom ou Tofupiry (receita do Blog Lactose Não) ou Palmitopiry (receita do Blog Alergia Gourmet) ou Requeijoca (receita do Blog Menu Bacana)


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Receita - Brownie com sorvete de leite de coco e calda de morangos

Eu não sei se a foto é capaz de demonstrar o quando essa sobremesa ficou gostosa! Mas, na minha opinião, foi a melhor que eu já fiz! Tô me achando! kkkk
 
 
Brownie com sorvete e calda de morangos
 
A receita do Brownie é do grupo Tips4APLV do facebook, com algumas pequenas alterações, e, desde a primeira vez  que eu vi, fiquei imaginando como ficaria bom com sorvete e uma calda... Hummm
 
Inicialmente, eu queria fazer um sorvete de baunilha, mas como não encontrei favas de baunilha e não queria fazer com essência artificial, inventei um sorvete de leite de coco. Acho que ficou bom, pois ele tem um sabor neutro, não muito doce, e combinou perfeitamente com o chocolate do brownie e a calda de morangos!
 
O sorvete precisa ser feito com 1 ou 2 dias de antecedência, como não tenho uma sorveteira, usei liquidificador e batedeira.
 
Sorvete de leite de coco
400 ml de leite de coco
1 caixinha de creme de arroz ou de soja (eu usei de arroz)
4 colheres de açúcar (se desejar, acrescente mais açúcar)
1/2 colher de café de emulsificante.
 
Bater tudo no liquidificador por alguns minutos e levar ao congelador por umas 12 horas.
Retirar do congelador e levar ao microondas por 30/40 segundos e bater na batedeira por 5 minutos.  Voltar ao congelador e repetir o processo umas 3 horas depois.
Antes de servir, retire do congelador e deixe na geladeira por alguns minutos.
 
Calda de morangos:
1 caixinha de morangos
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água
1/2 colher de chá de corante vermelho (opcional, eu usei porque tenho em casa)
 
Lavar bem, retirar as folhas e picar os morangos, colocar numa panela com o açúcar e a água. Misturar bem para dissolver o açúcar e deixar ferver em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até a calda ficar grossa e reduzir. Colocar na geladeira até a hora de servir. 
 
* Fica uma ótima geléia para o café da manhã também!

Brownie:
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açucar
3/4 de xícara de cacau em pó
3/4 de xícara de óleo (usei canola)
1 xícara de água
1/2 colher de chá de sal
1 colher de café de fermento.
Castanhas do pará picadas (para quem não tiver restrição de nuts, opcional)
 
Misturar numa tigela todos os ingredientes secos, depois o óleo e a água. Por último, colocar o fermento e misturar.
Leva para assar em uma forma untada com óleo em forno médio por uns 20 minutos.
Fica uma massa mais pesada que os bolos convencionais, mas muito saborosa.
 
O ideal é servir quentinho, com o sorvete e a calda.
 
Depois dessa receita, eu resolvi comprar uma sorveteira! Sorvete de massa sem leite é muito difícil de encontrar e a Malu gostou tanto. Nesse verão teremos muito sorvete em casa!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Receita - Massa básica para salgados

Essa massa é um achado, porque é fácil de fazer, não precisa deixar crescer e com ela você pode fazer diversos tipos de salgados assados (esfirras, mini-pizzas, enroladinhos, etc.).
 
Um agradecimento especial a mamãe Regiane Carvalho de Sousa!
 
A receita original usa uma quantidade maior de ingredientes, mas como não queria tantas esfirras assim, fiz meia receita com essas quantidades:
 
1 e 1/4 xícaras de água morna 
1/4 de xícara de óleo (usei de canola)
1 colher de sopa de açúcar
1/4 de colher de sopa de sal
 1 pacotinho de fermento seco (para pão)
750 gr de farinha de trigo
1 gema de ovo para pincelar (opcional)

Misture a farinha de trigo, o sal, o açúcar, o fermento seco e o óleo. Vá juntando a água aos poucos e mexendo com a mão. Se for necessário acrescente mais água ou mais farinha até conseguir dar ponto de sovar.
Quando a massa estiver lisa, modele o salgado desejado e recheie. Não precisa deixar descansar.
Se não tiver restrição a ovo, pincele uma gema. Coloque numa forma untada e leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por uns 20 minutos ou até dourar.
 
Eu fiz esfirras de carne. No dia anterior tinha feito o recheio, refogando carne moída com cebola, alho, tomate e salsinha (não sei porque não gosto de usar carne crua nos recheios de esfirra).
Abri a massa com um rolo, cortei com um copo e fechei em forma de esfirras.
 
 


* Use sempre produtos de marcas que você conhece e tem informações sobre os alergênicos. Em caso de dúvida, entre em contato com o SAC da empresa.