terça-feira, 28 de maio de 2013

Primeiro corte de cabelo... Com mais de 2 aninhos! kkkkk

Faz tempo que eu queria cortar o cabelinho da Maria Luísa! Ela nasceu com tão pouco cabelo, mas agora com mais de 2 anos, o cabelo estava cheio de pontas, com uns fios mais compridos, difícil de ajeitar e caindo nos olhinhos da pequena. Confesso que adiei um pouco esse primeiro corte por medo dela não deixar cortar e o papai não queria que ela perdesse a carinha de bebê! rsrsrs

Para dar tudo certo tratamos de preparar o psicológico da pequena durante alguns dias... Fomos falando para ela que ia cortar o cabelo para ficar mais bonita para ir na festinha da Lulu (minha afilhada Luísa que faz 2 aninhos no dia 30/05). Passávamos em frente ao salão e mostrávamos a cadeira em formato de carrinho onde ela ia cortar o cabelo...

Toda essa preparação deu certo, porque ela se comportou direitinho! Saiu do salão com a franja cor-de-rosa feita com um spray de tinta solúvel em água e antialérgica.

Eu achei que ficou um pouco curto, mas a cabeleireira me garantiu que precisava cortar assim para conseguir igualar os fios. Só espero que agora o cabelinho dela cresça mais rápido. Não vejo a hora de poder fazer muitos penteados!



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Inclusão da criança alérgica

Hoje vou abordar um assunto um pouco delicado que é motivo de tristeza para muitas mães de alérgicos: a inclusão (ou exclusão) da criança alérgica.

Desde que eu descobri a alergia da Maria Luísa, faço de tudo para que ela não se sinta diferente das outras crianças por conta da sua restrição alimentar. No início era mais fácil, ela comia somente papinhas, frutas, tomava sucos de frutas... Mas quanto mais ela vai crescendo, mais difícil vai ficando...

Para o lanche da escola dela não ser diferente dos colegas, eu sigo o cardápio montado pela nutricionista, mas faço as adaptações necessárias. Por exemplo, se no cardápo tem iogurte e pão com requeijão, eu mando iogurte de soja e pão (de uma marca que ela possa comer) com Becel, e assim por diante.

Mas nem sempre é fácil assim, a nutricionista adora incluir no cardápio uma coisinha diferente e lá vou eu me aventurar na cozinha... Os bolos já tiro de letra, faço vários sem leite e que são uma delícia! Faço também mini-pizzas muito gostosas. Mas alguns desastres culinários acontecem de vez em quando... Ainda não acertei fazer "pão de queijo sem queijo", pão caseiro e biscoitos de polvilho... Mas ainda chego lá! kkkk

As festinhas também se tornaram um grande desafio... A Dona Malu agora sabe o que significam as palavras bolo, doce, chocolate e também quer ter o direito de se deliciar! Então, passei a levar o bolinho dela ou os seus docinhos especiais para as comemorações em casas de amigos. Os salgados nunca foram muito problema, desde que tenha um pastel ou kibe. Mas se precisar levo também, porque no que depender de mim, a minha filha nunca vai deixar de participar de um evento social por conta da sua restrição alimentar!

Eu não quero dizer que as pessoas precisam preparar comidas especiais para a minha filha, mas gosto muito quando se interessam pelo problema dela, perguntam se podem fazer alguma coisa especial. Fiquei tocada demais com a atitude do meu irmão Marcello e a minha cunhada Paty no casamento deles. Mesmo com tantas coisas para se preocuparem no dia, minha cunhada fez bolinhos especiais para a Maria Luísa!

Mas o lugar de onde eu esperava mais apoio tem deixado muito a desejar: a escola dela. No meu entendimento, a escola deveria ser um local de INCLUSÃO de toda criança que tenha alguma restrição, seja ela qual for. Eu não falo tanto pelas professoras, que sempre cuidaram para que ela não coma algum lanche dos colegas, mas a nutricionista que nunca foi atenciosa com o problema e a direção da escola.

O período de colônia de férias mesmo foi o pior, cada dia inventavam uma coisa diferente... Buffet de sorvetes, picolé, crepe, etc... Como se toda a diversão estivesse na comida!

Eu fiz o que pude para ela poder participar, mandei sorvete sem leite, fiz bolo, mas infelizmente, quando teve o crepe a minha filha teve que ficar na sala dos pequenos porque eu não consegui achar uma forma de fazer um crepe para ela sem leite e a nutricionista falou que não podia fazer nada.

Na tarde do picolé, falei com a professora e me garantiram que haveria um picolé de frutas para ela, mas eles acabaram e ela ficou sem!

Depois disso, teve a lembrancinha de páscoa que veio com chocolates que ela não podia comer! Ainda bem que ela não abriu.

Fico muito decepcionada quando acontecem essas coisas, muito mesmo, pois a minha filha está crescendo e daqui a pouco vai começar a perceber que ficou de fora. E  tudo isso acontece numa escola particular, super bem conceituada.

Hoje teve festinha na escola, depois de muito correr atrás de informações do que será servido para os outros alunos, resolvi fazer o Kit Festa da Maria Luísa com bolinho de cenoura coberto de chocolate, brigadeiro de leite de côco, kibe feito em casa, coxinha e pastel de frango sem leite (estes dois últimos eu comprei congelados no Mundo Verde). Espero que a Malu goste e se divirta bastante!


Kit festa da Maria Luísa

Desabafo feito, vamos em frente! Vida de mãe de alérgico é assim... Num dia nos revoltamos com a alergia, mas no outro voltamos a ficar confiantes e ter esperança de que a cura virá com o tempo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

2 anos de muito amor

A minha pequena completou 2 aninhos de vida! Meu Deus, como passou rápido! Parece que foi ontem que ela nasceu... Tão gordinha, carequinha, linda... E já está toda mocinha, cada dia mais esperta, tagarela, nos surpreendendo com as suas ideias e até perguntas!

Eu não tenho palavras para expressar tudo o que o nascimento dela significa para mim. É grandioso demais!!! Só sei dizer que ela é a pessoa mais importante da minha vida, a minha razão para viver!

Neste post eu quero falar um pouco desses 2 anos de tanto amor!

No início tudo era insegurança... Cheguei em casa com ela nos braços sem saber por onde começar! Tudo o que eu tinha lido, perguntado para as amigas, discutido no fórum do Baby Center parecia ter evaporado da minha cabeça! Foi ai que deixei o instinto materno falar mais alto... Lembro que precisava cortar as unhas dela logo que chegamos da maternidade (lá não deixaram cortar). Eu nunca tinha feito isso e não tinha ninguém para me ensinar... Então, coloquei ela dormindo na minha cama, me ajoelhei ao lado, peguei a tesourinha, respirei fundo e comecei a cortar uma a uma... Ia cortando e pedindo ajuda para a Vovó Diva lá no céu... Acho que só respirei depois de cortar todas as unhas! kkkk

Maria Luísa com 9 dias de vida


E assim foi com tudo... Eu não sabia nada, era a legítima marinheira-de-primeira-viagem, o papai também não, mas fomos aprendendo... E acho que até aqui tem dado certo! kkkkk

A Maria Luísa foi um bebê super tranquilo. Não era de chorar, mamava bem, dormia bem e sujava muitas fraldas! kkkk

Perto dos 3 meses, começou a dar um pouco de trabalho para dormir, ficava agitada, brigava com o sono... Cheguei até a levá-la num médico homeopata que indicou uma fórmula para ela dormir melhor. Hoje, graças a Deus, isso não acontece mais! Ela dorme super bem!

Com 5 meses, comecei a dar suquinhos de frutas para ela experimentar entre as mamadas... No início ela não gostou muito, mas logo pegou o gosto!

Aos 6 meses, começamos a introdução de alimentos sólidos e a Dona Malu se revelou "boa de garfo", graças a Deus! Aceitou super bem todos os alimentos. Assim ela continua até hoje!

Comendo as primeiras papinhas de frutas
Após 8 meses de licença-maternidade, férias e licença médica, era hora da mamãe aqui voltar ao trabalho e a Maria Luísa começou a ficar na escola Convivência. A adaptação foi tranquila (mais para ela do que para mim)!kkkk Deixar o filho na escola é um momento de muito sofrimento para qualquer mãe, mas a gente supera.

Mais ou menos nessa fase ela começou a engatinhar!

Com uns 10 meses começou a ficar em pé se agarrando nas coisas.


O primeiro ano passou muito rápido. Foi um ano de muito trabalho, muitas preocupações com a saúde da pequena, mas cheio de alegrias. A sua festinha de 1 ano foi tão linda linda!


E veio o segundo ano... E ela foi se desenvolvendo mais e mais...

Com 1 ano e 2 meses começou a andar!!! E ninguém mais segurou a pequena!

Nasceram muitos dentinhos! Graça a Deus, sem muitos problemas. Hoje o sorrisão está quase completo!

Desde cedo dava para ver que seria uma tagarela! E hoje o seu vocabulário é de surpreender. Repete tudo o que a gente fala e adora narrar o que está acontecendo! kkkk

Adora música e as suas grandes paixões são A casa do Mickey e o Patati Patatá (Já foi a Galinha Pintadinha, mas não é mais!)

Ela gosta muito da escola, da tia Dezza e dos amiguinhos.. Fala o nome de todos eles!

Nesse segundo ano começaram as crises de birra! Se contrariada, Dona Malu se joga no chão, chora muito, bate na gente... Não é fácil, não! Mas faz parte, né?

A festa de 2 aninhos foi em casa com toda a produção feita pela mamãe com apoio do papai! Foi bem cansativo, mas valeu muito a pena!



Hoje, vendo a minha filha com 2 aninhos completos, eu só posso agradecer a Deus por esse presente maravilhoso que Ele me deu, pela saúde dela (apesar da APLV, ela é uma criança saudável) e pedir que nos dê muita sabedoria para educá-la da melhor maneira possível.

Quer ver um pouco desses 2 anos? Clique aqui.










quinta-feira, 9 de maio de 2013

Voltando no tempo 3 - O diagnóstico da APLV

Refluxo

Como eu comentei nos post´s anteriores, a Maria Luísa foi amamentada desde as primeiras horas de vida, mamava super bem, eu tinha bastante leite... Tudo parecia ótimo! Mas alguns sintomas que ela começou a apresentar antes de 10 dias de vida me deixavam angustiada... Ela chorava bastante após as mamadas, jogava a cabeça para trás e regurgitava com muita frequência. Comentei com a pediatra na sua primeira consulta e ela não deu importância, disse que era muito cedo para diagnosticar qualquer coisa e como ela havia recuperado o peso perdido na maternidade...
Mas os sintomas foram se agravando e acabamos optando por levá-la numa consulta de emergência na Clínica Santa Helena quando ela completou 20 dias. Foi aí que conhecemos o Dr. Fernando, que passou a ser o pediatra da Malu deste dia em diante.
Ele indicou o medicamento Motilium, que ela tomou por uma semana, sem muita melhora e depois mudou para o Losec Mups 10 mg. Foi uma benção! A Maria Luísa continuou a regurgitar muito até os 6 meses, mas não tinha dor, era o chamado "regurgitador feliz"! O seu ganho de peso sempre foi ótimo (como você pode comprovar na aba Fotos). O medicamento, aliado às medidas posturais (cabeceira da cama levantada, não deitá-la antes de 30 min após cada mamada, etc.) garantiam o controle do refluxo.

Quer saber mais sobre refluxo? Leia aqui.

Dermatite atópica

Por volta dos 3 meses de idade, a Maria Luísa começou a apresentar a pele muito ressecada, com manchas amarelas e ásperas no peito, barriga, pernas e braços, além de crostinhas na cabeça, lesões parecidas com assaduras nas dobrinhas e feridinhas atrás das orelhas.

O Dr. Fernando, apesar de muito atencioso, dizia que ela tinha a pele muito sensível, receitava um creme hidratante, mas as lesões não melhoravam.

Resolvemos consultar, então, uma dermatologista, que diagnosticou como dermatite atópica, indicou o tratamento com xampu, sabonete, creme e pomadas especiais e em alguns dias a pele da Malu estava muito melhor!

Dermatite Atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Geralmente afeta pessoas com história pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatíte
atópica (a Malu tem o azar de ter mãe e pai alérgicos).

Para saber mais acesse aqui.

APLV

Você deve estar se perguntando porque eu estou falando de refluxo e dermatite atópica neste post. Eu já explico... Na época em que esses problemas foram diagnósticados nenhum dos médicos que atenderam a Maria Luísa comentou que eles poderiam ter alguma ligação e nem que poderiam indicar um outro problema como uma alergia alimentar, por exemplo, eles sempre foram tratados de forma isolada. Mais tarde é que eu fui ler que refluxo e lesões de pele poderiam ser sintomas de APLV - Alergia à Proteína do Leite de Vaca. Eu penso que se essa hipótese tivesse sido considerada antes, talvez ela não tivesse tido o diagnóstico tão tarde e nem as reações alérgicas que teve... Mas isso é uma coisa que nunca vou saber...

Quando a Maria Luísa estava quase com 6 meses, preocupada com a minha volta ao trabalho, eu comecei a tentar introduzir leite artificial para ela, com o consentimento do pediatra. Mas ela não aceitava, tentei várias fórmulas, tipos de mamadeira, de bicos e nada... Até que uma tarde, após tomar 70 ml de Nestogeno, a Maria Luísa ficou cheia de manchas vermelhas no rosto e corpo! Fomos correndo para o  pediatra, mas ele não pode verificar nada, porque as manchas tinham sumido.
A partir dai resolvi adiar a introdução do leite artificial mais um pouco e fiquei com a sensação que algo não ia bem...

Perto dela completar 8 meses, dei uma prova de iogurte natural que eu estava tomando para a pequena e em minutos ela estava com a boquinha vermelha. Para mim não restava dúvida, ela tinha alergia!

Mas antes que pudessemos fazer qualquer coisa, ela teve nova reação alérgica na primeira semana de escolinha quando ofereceram um mingau de farinha láctea. Dessa vez a reação foi mais forte, além da urticária (manchas e coceira pelo corpo), ela teve vômitos. No mesmo dia, fizemos um teste de leitura imediata (também chamado de Prick-test) que deu positivo para leite e ovo!!!

Nesse dia o meu mundo caiu! Entrei em desespero imaginando como seria a vida da minha filha sem o leite de vaca, comecei a ler tudo o que eu achava na internet sobre o assunto e quanto mais eu lia, mas desesperada ficava... Comecei a fazer dieta de exclusão de leite por conta própria, porque eu ainda amamentava e cortei o leite da dieta dela também.

Procuramos uma alergista, que nos atendeu muito mal, mas confirmou o diagnóstico da APLV somente com base nos sintomas.

Consultamos depois outro alergista, que foi bem mais atencioso, repetiu o exame de leitura imediata que deu positivo novamente para leite e ovo, mas não pediu mais exames porque ela tinha menos de 1 ano e não era necessário, estava confirmada a APLV!

Para ler mais sobre a APLV eu indico esse site aqui.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Amamentação - A minha experiência

A correria anda tão grande que não tenho tido muito tempo para postar... Mas não vamos deixar o blog criar teia de aranha, né?

Uma das experiências mais gratificantes que a maternidade me proporcionou foi amamentar a minha filha! Por isso não posso deixar de dedicar um post especial a esse assunto!

Eu nunca tive dúvidas quanto aos benefícios da amamentação para a Maria Luísa e para mim, mas confesso que tinha receio de não ser capaz de amamentá-la... Na minha cabeça, a escolha pela cesariana poderia  atrapalhar a descida do leite, não sei de onde tirei isso, porque é totalmente sem fundamento!

Procurei me preparar da melhor maneira para amamentar. Li muito sobre o assunto, conversei com outras gestantes do fórum do Baby Center e amigas, fiz o curso de gestantes (na verdade, Curso para Pais Grávidos da Shanon). Seguindo as orientações da minha médica, eu passava todos os dias no banho uma bucha nos seios, não usava hidratantes nos mamilos e tomava um pouco de sol pela manhã para deixar a pele mais resistente (há controvérsias se esses cuidados são mesmo necessários, mas na dúvida...).

Mas o que fez a diferença mesmo foi a conduta da Clínica Santa Helena onde a Maria Luísa nasceu, pois ela foi colocada para mamar logo após o parto. Esse contato do bebê com a mãe na primeira hora de vida é essencial para a aleitamento. Pena que nem toda maternidade faz isso! Ainda existem aquelas que separam mãe e bebê, colocam o recém-nascido no berçário e muitas vezes dão complemento para tomarem sem necessidade!
Além disso, a equipe de apoio à amamentação foi super atenciosa, tirou todas as minhas dúvidas. E olha que eu incomodei muito. Várias vezes o papai ia chamar a enfermeira para ver se a "pega" da Maria Luísa estava correta. Sou muito grata a elas!

Chegando em casa, no terceiro dias após o parto, o leite "desceu" com tudo! E a Maria Luísa mamava que era uma beleza!
Minha bezerrinha


A Maria Luísa foi alimentada exclusivamente com leite materno até os 6 meses quando iniciamos a introdução dos alimentos sólidos, e mamou até 1 ano e 2 meses, quando ela decidiu que era hora de parar (apesar de eu estar preparada para amamentá-la pelo menos até os 2 anos).

Sinto muita saudades dos momentos que éramos só nos duas e mais ninguém, numa ligação que não tem palavras capazes de explicar, só quem é mãe é capaz de entender.