quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Receita - Brigadeiro de leite de coco (versão sem ovo e sem amido de milho)

Não sei se vocês sabem, mas eu e a Malu amamos brigadeiro de leite condensado de coco!!! Ele é o nosso queridinho, nunca falta nos "kits festa" da Malu e eu não pretendo deixar de fazê-lo mesmo que a Malu possa comer doces com leite de vaca (até por conta da minha intolerância à lactose).

A receita que eu costumo fazer leva gema de ovo e amido de milho (está nas receitas de festas aqui), mas quando assisti ao vídeo da Monalisa do Blog Diário de Receitas sem Lactose fazendo um brigadeiro com leite condensado de coco e chocolate em barra, fiquei morrendo de vontade de fazer!
 
A Monalisa explica direitinho como fazer o brigadeiro com leite de coco caseiro e com o industrializado. Não deixe de assistir!
 
Eu fiz a receita com leite de coco industrializado e, realmente, é possível notar o tanto de gordura que ele contém. Preciso testar a receita de leite de coco caseiro urgente!
 
Para o leite condensado de coco você vai precisar de:
500 ml de leite de coco caseiro ou industrializado
1/2 xícara de açúcar (eu usei demerara)
 
1. Leve o leite de coco ao fogo até começar a ferver.
2. Tire do fogo, acrescente o açúcar e mexa até dissolver.
3. Volte para o fogo baixo mexendo sempre até reduzir pela metade (aproximadamente 30 minutos).
 
Não precisa deixar esfriar, assim que o leite condensado estiver pronto, tire do fogo e acrescente 50 gr de chocolate meio amargo picado. Mexa até derreter o chocolate.
 
 
Vote ao fogo por cerca de 3 minutos (vai desprender do fundo da panela).
 
 
Passe para um refratário de vidro e deixe na geladeira por algumas horas.
 
 
Enrole, passe no granulado e coloque em forminhas (Ops... esqueci de fotografar os docinhos prontos!)
 
 
* Use sempre produtos da sua confiança e que você tenha informações sobre os alergênicos. Em caso de dúvidas, consulte o SAC.

Teste de provocação oral

Como eu falei neste post aqui, desde o mês de julho eu venho adiando a realização do teste de provocação oral - TPO da Malu. Mas depois do prick-test com resultado negativo para leite e positivo para ácaro (o que pode explicar a secreção no nariz quase constante), como eu contei no post anterior, eu não tinha mais como adiar.
 
Para quem não lembra, o TPO ou enfrentamento é um teste que consiste em ofertar o alimento alergênico em doses crescentes e intervalos regulares, sob supervisão médica, com concomitante monitoramento de possíveis reações clínicas. Em outras palavras, é dar leite para a Malu para ver se ela tem alguma reação!
 
Resolvemos fazer o TPO com o alergista, pois ele estaria de plantão no Pronto Atendimento Infantil da UNIMED no sábado seguinte aos testes realizados. É muito importante que esse tipo de teste seja realizado com supervisão médica e em local que possua estrutura para o socorro da criança em caso de uma reação mais grave, principalmente, para alérgicos mediados, ou seja, aqueles que costumam apresentar reações imediatas a ingestão ou contato com o alergênico e tendem a reações mais graves como fechamento de glote, choque anafilático, etc.
 
Fizemos o teste no dia 11/10/2014, no período da tarde.
 
O médico iniciou passando leite puro com um algodão nos lábios da Malu. Vinte minutos depois,  ela tomou cerca de 2,5 ml de leite diluído em água nas proporções de 1:1000, 1:100 e 1:10, sempre 2 dosagens de cada diluição, com intervalos de 10 minutos entre as dosagens da mesma proporção e 20 minutos entre uma diluição e outra. Por fim, ela tomou 2 doses de 2,5 ml de leite puro.  
 
Ao final do teste, não apresentando nenhuma reação, ela tomou uma bebida láctea (tipo iogurte de beber), pois como já era esperado, não aceitou tomar o leite puro.
 
Eu optei por utilizar no teste o leite Ninho sem lactose para evitar que ela pudesse ter alguma dificuldade de digestão do leite de vaca que pudesse ser confundida com reação alérgica.
 
Fomos para casa com a orientação de liberar o leite de vaca e derivados na alimentação da Malu.
 
Como o médico não deu nenhuma orientação sobre a forma de fazer a reintrodução do leite, optei em começar de forma gradual, testando primeiro o leite em assados (biscoitos e bolos), depois derivados e, por último, o leite in natura (na verdade, não acredito que vamos chegar nesse estágio porque ela não gosta de nenhum tipo de leite). É desta forma que tenho visto a maioria dos médicos orientar a reintrodução do leite.
 
Ainda estamos no estágio do leite em assados, ela já comeu alguns biscoitinhos com leite, bolo simples e pão de queijo e, graças a Deus, está tudo tranquilo.

Eu sei que ainda é cedo para comemorar, pois é necessário um período maior de testes, mas o fato dela não ter tido nenhuma reação até agora, me enche de esperanças de que a cura finalmente chegou! 
 
Durante o teste, brincando com o tablet
 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Consulta com o alergista e Prick-test

Finalmente, tivemos a tão aguardada consulta com o alergista!

Ele analisou os exames que a Malu fez em maio e conversamos a respeito da secreção no nariz que a acompanhou durante todo o inverno e que me fez adiar o enfrentamento proposto pela gastro. 

No final da consulta ele queria fazer o prick-test ou teste de leitura imediata, mas a mamãe burra aqui cometeu o erro de dar antialérgico para a Malu um dia antes por causa de uma picada de mosquito, o que poderia alterar o resultado do teste. Então, marcamos para alguns dias depois. 

Para quem não sabe, "Prick-test" é um teste realizado para avaliar se o paciente apresenta reação alérgica a algum dos componentes que foram expostos através da pele seguida de pequena perfuração". Você encontra mais informações sobre esse tipo de teste aqui.

Foram testados os seguintes alimentos: soja, leite de vaca, clara de ovo, carne de porco, trigo, amendoim, peixe, camarão e também pelo de cão e gato, fungos, pólens, barata e ácaros.  

O teste é rápido e indolor, explicamos para a Malu como ele seria feito e ela colaborou bastante, reclamou apenas das perfurações da pele próximas ao pulso, talvez por ser uma área mais sensível e tentou coçar algumas vezes. Mas consegui distraí-la com alguns vídeos no celular pelo tempo necessário.

 
Distraída com o celular da mamãe

Logo nos primeiros minutos pude notar uma pequena pápula na região próxima ao pulso, fiquei imaginando que seria reação ao leite de vaca...  
 
Pápula de reação


Mas para a minha surpresa não era o leite de vaca que estava sendo testado naquele local, mas ácaro! Ela não teve nenhuma reação aos alimentos testados, teve apenas uma forte reação à ácaro (Dermato-phadoidesp).

Resultado do exame

Enfim, saí da clínica muito feliz com o resultado, apesar da alergia ao ácaro, pois essa sei bem como controlar, já que eu mesma sou alérgica à ácaros. Em breve pretendo falar um pouco sobre esse tipo de alergia e as orientações que recebi do alergista.

Enfim, a Malu estava pronta para o teste de provocação oral e com grandes chances de sucesso! Sobre o TPO eu falo no próximo post.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Meu bebê cresceu!

Parece que foi ontem que eu descobri que estava grávida, escolhi cada peça do enxoval, a banheira, o berço, carrinho... Sabe quando você entra numa casa e logo percebe que ali vive um bebê? Pois é, a minha casa era assim.

Mas as mudanças foram acontecendo conforme a Malu crescia.

Primeiro, foi desmame...
Depois, ela deixou a chupeta...
Em seguida, veio o desfralde...
E depois a banheira, o carrinho e o cadeirão perderam a sua utilidade.

Agora, foi a hora de dar adeus ao bercinho... Desde o dia 04/10, a Malu dorme na sua caminha.

A cada uma dessas etapas vencidas, experimento uma mistura de sentimentos de saudade e de orgulho... É, o meu bebê cresceu!

Essa é a nova caminha da Malu. 

 



E aqui algumas fotos para matar a saudade...
 



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Noite do Pijama

A escola da Malu teve uma programação especial em comemoração ao Dia das Crianças de 1º a dia 10 de outubro, cada dia com uma atividade diferente. A abertura foi com a  Festa à Fantasia e depois teve contação de histórias, gincana, brinquedos infláveis, pintura facial, Noite do Pijama, entre outras atividades.
 
Pronta para a Festa à Fantasia

O que mais me agradou na programaçao é que as atividades eram simples, mas muito divertidas para os pequenos e, sem foco na comida, como vi acontecer em muitas escolas. Infelizmente, soube de inúmeros casos de exclusão de crianças alérgicas em função do cardápio, chegando ao absurdo de algumas escolas sugerirem aos pais que não mandassem a criança com restrição alimentar para a escola! Teve lanche coletivo todos os dias, mas não tivemos nenhum problema, eu mandei as frutas que a Malu mais gosta e sanduíche ou biscoito ou bolo.
 
Em todas as atividades a Malu se divertiu muito, mas sem dúvida, a Noite do Pijama foi a que mais nos marcou. Ela estava toda animada, só falava nisso a dias, e eu, confesso, fiquei com o coração apertadooooo.
 
Foi a primeira vez que ela dormiu fora de casa sem a nossa companhia. Mas tentamos passar bastante segurança para que ela pudesse viver essa experiência. Chegando na escola, percebemos que ela ficou um pouco assustada, mas foi recebida de forma muito carinhosa pela Professora Amanda e entrou toda animada.
 
A caminho da escola de pijama e com a sua lanterna
 
Papai e mamãe trataram de aproveitar a folga, coisa muito rara, dando uma saidinha.
 
Ela passou a noite na escola, tomou o café da manhã e às 9 horas o papai foi buscá-la. Soubemos que dormiu um pouco mais tarde do que o normal e pediu para dormir ao lado da Professora, mas se comportou muito bem. É ou não é uma mocinha?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Receita: Mini-omeletes de forno

Uma amiga postou essa foto num grupo de culinária infantil que participo. Na hora já fiquei com vontade de fazer e chegando em casa, coloquei a mão na massa com a ajuda da Malu.
 
Foto da internet
 
Fiz meio no improviso, aproveitando os legumes que tinha em casa e também um peito de frango que já estava cozido e desfiado.
 
Recheio de legumes:
Piquei cenoura, abobrinha e vagem e reservei. Refoguei um pouquinho de cebola e alho no azeite de oliva, acrescentei os legumes, 1/2 xícara de água e deixei cozinhar ao dente. Juntei milho verde e salsinha.
 
Recheio de frango:
Refoguei um pouquinho de cebola e alho no azeite de oliva, juntei 1/2 de peito de frango sem osso e sem pele. Deixei dourar, juntei tomate picado, 1 folhinha de louro, acrescentei água e cozinhei na pressão por uns 10 minutos. Deixei esfriar e desfiei. Juntei milho e salsinha.
 
Untei uma forma como a da foto com óleo, coloquei o recheio e por cima 3 ovos batidos com uma pitadinha de sal.
Não foi suficiente para cobrir tudo e acabei batendo mais 2 ovos. Ao todo foram 5 ovos para 12 omeletes.
Levei ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos. As omeletes crescem e depois murcham um pouquinho.
 
Ficou uma delícia! Mas a Malu só provou, ela não curte ovo mesmo, em compensação adorou me ajudar!
 

Você pode usar o recheio que desejar legumes diversos (brócolis, cenoura ralada, tomate, etc.), linguiça picadinha, presunto. Se não tiver restrição pode usar queijo ralado ou em pedaços. Use a criatividade!

Filha alérgica, mãe intolerante

Isso mesmo! Não bastava ser mãe de uma criança alérgica à proteína do leite, acabei de descobrir que desenvolvi intolerância à lactose!

Esta descoberta só vem a reforçar a minha ideia de que o leite de vaca não deveria ser ingerido pelo homem, mas isso é assunto para outro post...

Como o foco aqui sempre foi a APLV, vou dar uma pequena pincelada sobre a intolerância à lactose.

Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.

Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. Por favor, não existe alergia à lactose!

Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.

Tipos

1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);

2) Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);

3) Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

Sintomas

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Diagnóstico

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de tolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algum tempo, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

Tratamento

A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta.

A pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada.
 
Em alguns casos, pode ser feito uso de um suplemento alguns minutos antes da ingestão de alimentos com lactose.
 
 
O meu caso
 
Como mãe de uma criança APLV, eu já não consumia muito leite e derivados. Leite mesmo não entra em casa, mas como a Malu não reage a traços, nunca cortamos derivados do café da manhã (queijo e requeijão). Eu cozinho tudo sem leite e derivados, com uma única exceção... pizza.
 
Há uns 30 dias comecei a sentir alguns sintomas que nunca tive (distensão abdominal, cólicas leves, excesso de gases) comentei com a minha nutricionista e ela pediu um teste de tolerância à lactose. Fiz o exame achando que não seria IL, porque os sintomas não eram tão fortes assim (sempre li que a pessoa tinha diarreia e eu não tenho), mas para a minha surpresa, o resultado foi uma intolerância grave!
 
Desde o diagnóstico da IL, cortei o leite e derivados da minha alimentação e percebi uma grande melhora. Mas também notei que um pequeno deslize já traz os sintomas de volta. Ontem, por exemplo, temperei a salada com um molho tipo italino, só depois li que continha queijo parmesão! Isso foi suficiente para sentir o abdomên inchado e gases.
 
A nutricionista me encaminhou a minha nova dieta e algumas orientações. Recomendou também que eu compre um suplemento de lactase para tomar quando for consumir alimentos com lactose, mas somente em ocasiões especiais.
 
Bom, essa é mais uma fase de aprendizado na minha vida, tenho certeza que a minha experiência com APLV vai ajudar muito e a boa notícia é que vou continuar nesse mundo sem leite mesmo que a Malu fique curada da APLV! As receitinhas sem leite vão continuar! ;)