terça-feira, 29 de abril de 2014

A Páscoa da Malu

Saudades, saudades desse meu cantinho... A vida anda tão corrida que não estou conseguindo manter o blog atualizado. Mas hoje sobrou um tempinho e vim contar sobre a nossa Páscoa.

A Páscoa costuma ser uma época um pouco tensa para as mães de crianças alérgicas à proteína do leite,  mas esse ano eu posso dizer que foi tudo muito tranquilo. Acho que a experiência adquirida desde a Páscoa passada me deixou mais segura. 

No ano passado, eu tive alguma dificuldade em comprar um ovo de Páscoa para a Malu, mas esse ano me antecipei, pesquisei as opções (a minha pesquisa rendeu esse post aqui) e bem antes da data eu já tinha os chocolates da Malu comprados. 

Comprei o ovo Zero Lactose* da Cacau Show, ovinhos da SOS Alergia e mais algumas coisinhas da Choco Soy* da Olvebra. Como os ovinhos dela não vem com brindes e as embalagens não são muito atrativas, comprei uma maleta da sua personagem favorita, a Minnie, para colocar tudo dentro e também alguns brinquedinhos. Olhem que lindinha que ficou!

* Atualização de 25/02/2016: O ovo de Páscoa Zero Lactose da Cacau Show, bem como os chocolates de soja da Olvebra podem possuir traços de leite, pois são produzidos em equipamento compartilhado. A Malu não reagia a traços, por isso fiz a opção por esses produtos na época.
 
 


Na escola a data foi comemorada na quinta-feira com uma festinha. Pediram para ela levar um prato doce, mas eu resolvi fazer um doce e um salgado, para que ela tivesse uma opção de salgado para comer. 

Fiz mini-cupcakes de baunilha com cobertura de brigadeiro de leite de coco e mini-pizzas de frango com Mandiokejo. Para fazer uma graça, imprimi toppers com motivo de Páscoa para enfeitar os mini-cupcakes.



Ao final ela ganhou a lembrancinha (uma cenoura feita de TNT) recheada com os doces sem leite que eu mandei antecipadamente.Voltou para casa toda feliz!




Não recebemos ninguém para o almoço de Páscoa, mas no final do dia, os dindos vieram nos visitar e trouxeram o seu presente, tudo sem leite porque a dinda é muito cuidadosa! 

Viu como é possível fazer uma Páscoa sem leite?

Mãe da Semana

Essa semana estou contando um pouco da minha experiência no grupo Alergia ao Leite de Vaca do facebook.

Olhem que legal!


Campanha Põe no Rótulo

Estou atrasada com esse post! Afinal, a campanha Põe no Rótulo já completou dois meses e a mobilização é geral!

O que é o Põe no Rótulo?
O Põe no Rótulo é um movimento que nasceu no facebook, criado por um grupo de mães que tem em comum filhos alérgicos e enfrentam a falta de informação sobre alergênicos nos rótulos dos produtos industrializados.


 Como tudo começou

Motivada pelas dificuldades encontradas no dia a dia para comprar produtos seguros para seu filho Rafael, de 2 anos, a advogada paulista Maria Cecília Cury Chaddad, porta-voz do movimento, fez um doutorado em Direito Constitucional abordando a rotulagem de alérgenos nos alimentos. Rafael tem alergia a leite e a soja e nunca consumiu amendoim, oleaginosas e crustáceos, por serem altamente alérgenos.

“Comecei a tirar vários alimentos da dieta da família e fiquei impressionada por não achar uma norma sobre o tema”, disse. Ela dá o exemplo de um creme de chantilly que não contém no rótulo o ingrediente leite, e sim, caseinato de sódio, uma proteína do leite. “Quantas pessoas sabem disso e conhecem esses nomes difíceis? A pessoa acha que não tem leite”, comentou.

Um estudo conduzido em 2009 pela Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostrou que 39,5% das reações alérgicas a leite de vaca estavam relacionadas a erros na leitura de rótulos.

Maria Cecília conta que recai sobre as famílias a responsabilidade da leitura atenta de cada rótulo com uma grande lista de ingredientes, muitas vezes, com letra pequena e termos desconhecidos, para descobrir se aquele alimento pode fazer mal.

As mães defendem que a informação sobre a presença dos principais alimentos alérgenos ou traços desses alimentos – leite, soja, ovo, trigo, amendoim, oleaginosas, frutos secos e peixes – esteja clara e em destaque nos rótulos, a exemplo do que já ocorre com o glúten, substância que não pode ser ingerida por quem tem a doença celíaca. A Lei 10.674/2003 tornou obrigatória as inscrições “contém glúten” ou “não contém glúten” nas embalagens dos alimentos industrializados.

A jornalista carioca Mariana Claudino, mãe de Mateus, de 4 anos, que tem alergia severa a três proteínas de leite, entre elas, a caseína, conta que os serviços de atendimento ao consumidor (SAC) da indústria alimentícia e as escolas estão, em geral, despreparados para lidar com a alergia alimentar.

“Os SACs não sabem a importância da informação clara sobre o maquinário que produz vários alimentos e pode acontecer a contaminação cruzada dos produtos. E como não é lei, isso não vem explícito. As pessoas acham que alergia alimentar é frescura, é uma coceirinha, mas pode ser fatal para quem tem alergia severa”, disse Mariana.

A jornalista conta que a última crise de seu filho ocorreu quando ele brincava com giz branco na escola. “A gente descobriu que a marca de giz tinha caseína. Não é somente no que a gente ingere, a proteína do leite existe em vários produtos que nem poderíamos ter ideia, como colchões, cremes para o corpo, filtros solares.”

Por causa da alergia severa de Mateus, Mariana toma cuidados redobrados como almoçar fora apenas em lugares onde sabe que a cozinha é confiável. Outra medida é deixar uma ampola de adrenalina injetável na escola e outra em casa para o caso de haver um choque anafilático.

A campanha "Põe no Rótulo" propõe a criação de uma legislação específica sobre o tema ou o estabelecimento de uma norma pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obrigue a indústria alimentícia a fazer a correta rotulagem de alérgenos.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Anvisa que informou que há, no âmbito do Mercosul, uma discussão sobre a obrigatoriedade de se prestar informações sobre alergênicos nos rótulos. A aprovação da proposta, entretanto, depende de consenso entre os países-membros. O tema vai para o quarto ano de discussão, segundo a agência. Nos Estados Unidos, as indústrias são obrigadas a prestar esse tipo de informação desde 2006, na União Europeia, Austrália e Nova Zelândia, desde 2003, e no Canadá, desde 2011.

Fonte: Agência Brasil

Conheça a comunidade Põe no Rótulo no facebook.