quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Teste de provocação oral

Como eu falei neste post aqui, desde o mês de julho eu venho adiando a realização do teste de provocação oral - TPO da Malu. Mas depois do prick-test com resultado negativo para leite e positivo para ácaro (o que pode explicar a secreção no nariz quase constante), como eu contei no post anterior, eu não tinha mais como adiar.
 
Para quem não lembra, o TPO ou enfrentamento é um teste que consiste em ofertar o alimento alergênico em doses crescentes e intervalos regulares, sob supervisão médica, com concomitante monitoramento de possíveis reações clínicas. Em outras palavras, é dar leite para a Malu para ver se ela tem alguma reação!
 
Resolvemos fazer o TPO com o alergista, pois ele estaria de plantão no Pronto Atendimento Infantil da UNIMED no sábado seguinte aos testes realizados. É muito importante que esse tipo de teste seja realizado com supervisão médica e em local que possua estrutura para o socorro da criança em caso de uma reação mais grave, principalmente, para alérgicos mediados, ou seja, aqueles que costumam apresentar reações imediatas a ingestão ou contato com o alergênico e tendem a reações mais graves como fechamento de glote, choque anafilático, etc.
 
Fizemos o teste no dia 11/10/2014, no período da tarde.
 
O médico iniciou passando leite puro com um algodão nos lábios da Malu. Vinte minutos depois,  ela tomou cerca de 2,5 ml de leite diluído em água nas proporções de 1:1000, 1:100 e 1:10, sempre 2 dosagens de cada diluição, com intervalos de 10 minutos entre as dosagens da mesma proporção e 20 minutos entre uma diluição e outra. Por fim, ela tomou 2 doses de 2,5 ml de leite puro.  
 
Ao final do teste, não apresentando nenhuma reação, ela tomou uma bebida láctea (tipo iogurte de beber), pois como já era esperado, não aceitou tomar o leite puro.
 
Eu optei por utilizar no teste o leite Ninho sem lactose para evitar que ela pudesse ter alguma dificuldade de digestão do leite de vaca que pudesse ser confundida com reação alérgica.
 
Fomos para casa com a orientação de liberar o leite de vaca e derivados na alimentação da Malu.
 
Como o médico não deu nenhuma orientação sobre a forma de fazer a reintrodução do leite, optei em começar de forma gradual, testando primeiro o leite em assados (biscoitos e bolos), depois derivados e, por último, o leite in natura (na verdade, não acredito que vamos chegar nesse estágio porque ela não gosta de nenhum tipo de leite). É desta forma que tenho visto a maioria dos médicos orientar a reintrodução do leite.
 
Ainda estamos no estágio do leite em assados, ela já comeu alguns biscoitinhos com leite, bolo simples e pão de queijo e, graças a Deus, está tudo tranquilo.

Eu sei que ainda é cedo para comemorar, pois é necessário um período maior de testes, mas o fato dela não ter tido nenhuma reação até agora, me enche de esperanças de que a cura finalmente chegou! 
 
Durante o teste, brincando com o tablet
 

4 comentários:

  1. Oi Lu, sou Ívenna, minha filha tem 2 anos e passa pela mesma alergia que sua filha passou. Quero fazer o teste mas não encontro médico na UNIMED que realize o TPO, gostaria de perguntar o nome do médico alergista que realizou o teste com a Malu, me ajudaria muito.
    Obrigada por ter escrito sobre o assunto no seu blog, me ajudou um bocado!
    Espero sua resposta, até!

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    1. Olá, Ivenna
      Como você não deixou nenhum e-mail, vou responder por aqui. O médico que fez o TPO da Malu foi o Dr. Adriano Scheffer. Ele é alergista pediátrico e atendia na clínica Dermavitae (não sei se ainda atende, pois não o procurei mais.)
      Espero ter ajudado.
      Beijos e boa sorte!

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  2. Olá lendo seu post me identifiquei aqui rsrs...meu filho fez 5 anos em dezembro,o alergista que começamos a tratar este mês me orientou a tpo tenho dúvidas e medos vc sabe bem o que é isso né?... Então estava qnto o IGE da Malu? Aqui está 0,2 para alfa e caseína e 1,0 para beta, já passei por outros alergistas que batem na tecla de que o Ige tem que baixar mais, o que vc acha pela sua experiência?

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    1. Olá, Lene
      Eu entendo o seu medo! Eu mesma adiei por 6 meses o TPO da Malu só por medo.
      Eu sei de alguns casos em que os exames não zeram, mas baixam bastante. No caso da Malu, o IgE para leite de vaca deu 0,31 no último exame, o que significa alergia muito baixa. Eu nunca fiz exames das proteínas em separado. Depois deste exame, fizemos o prick-test e como ela não reagiu, partimos para o TPO.
      Desejo que dê tudo certo aí. Um abraço.

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